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Retrato desenhado de Lobivar Matos, jovem, com o cabelo penteado para trás.
Lobivar Matos

Banzé de cuia

Negro tá com morrinha, tá com o diabo no couro e não provoca, não, cabra safado, porque do contrário vai haver banzé de cuia, forrobodó.

Em casa a negra velha tá fula de raiva, já andou dando sopapos no marido, espremendo os moleques e xingando a vizinha, que não lhe quer emprestar um pires de farinha.

Não mexe com o negro, não, negrada. Ele está acuado e não quer prosa, não.

Negro entra no boliche, pede fiado um “mata-bicho” e senta na calçada, cuspindo:

— Porcaria de vida...

Sobre este poema

Autor
Lobivar Matos (1915-1947)
Livro
Sarobá. Rio de Janeiro: Minha Livraria Editora, 1936
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1947
Retrato
Desenho reproduzido do site de Antonio Miranda autoria a confirmar

Texto conforme a transcrição publicada por Antonio Miranda, com a ortografia atualizada. Conferir com a edição de 1936 antes de publicar.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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A letra de alta legibilidade foi desenhada para quem tem baixa visão.

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