Banzé de cuia
Negro tá com morrinha, tá com o diabo no couro e não provoca, não, cabra safado, porque do contrário vai haver banzé de cuia, forrobodó.
Em casa a negra velha tá fula de raiva, já andou dando sopapos no marido, espremendo os moleques e xingando a vizinha, que não lhe quer emprestar um pires de farinha.
Não mexe com o negro, não, negrada. Ele está acuado e não quer prosa, não.
Negro entra no boliche, pede fiado um “mata-bicho” e senta na calçada, cuspindo:
— Porcaria de vida...

