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Fotografia de Leônidas de Matos adulto, de terno e gravata, com o cabelo penteado para trás.
Leônidas de Matos

Falando à pena

Velha pena, que a magia me minora Companheira nas horas de agonia, Inda uma vez, em lânguida poesia Vem traduzir o meu sofrer, agora.

Tenho no peito a dor. A treva mora Em minh’alma. Jamais a luz do dia pôde clarear a escura noite fria, que o coração me veste, e me devora.

Pena querida, treme entre os meus dedos, e penetra do berço nos segredos, triste, queixosa, trêmula, com calma,

Vai traduzindo a minha dor, conquanto cada poesia fale do meu pranto E fale cada estrofe de minh’alma.

Sobre este poema

Autor
Leônidas de Matos (1894-1936)
Livro
Revista da Academia Mato-Grossense de Letras, edição do Jubileu de Diamante, 1996, p. 39-40 (reproduzido na revista dos 95 anos, 2016, p. 52)
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1936
Retrato
Fotografia do Arquivo Nacional, via Wikimedia Commons, CC0

Ortografia atualizada pela Academia Mato-Grossense de Letras. No primeiro verso, “magia” pode ser erro por “mágoa”: conferir.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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