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Antônio Tolentino de Almeida

Cor Lapidis

Se a mágoa que me fere, assim sanhuda, Um termo não tivesse, pra curá-la, Bastava apenas escutar-te a fala, Se não falasses... ver-te, embora muda:

Pensava assim. Mas, entretanto, cala A mesma dor no coração aguda; O teu sorriso o meu sofrer não muda, O teu desdém somente me apunhala.

Devo adorar-te? Devo ser cativo? Hei de por ti morrer se não me não queres, Sacrificando o coração altivo?

Olha, senhora, o nosso amor não medra; Julguei-te um dia a deusa das mulheres, Porque não vi teu coração de pedra!

Sobre este poema

Autor
Antônio Tolentino de Almeida (1876-1939)
Livro
Transcrito em História da literatura mato-grossense, de Rubens de Mendonça (ed. 2015, p. 41)
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1939

A fonte imprime “se não me não queres”, que parece erro de impressão (provavelmente “se me não queres”). Mantido como está até conferir o original.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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