Cor Lapidis
Se a mágoa que me fere, assim sanhuda, Um termo não tivesse, pra curá-la, Bastava apenas escutar-te a fala, Se não falasses... ver-te, embora muda:
Pensava assim. Mas, entretanto, cala A mesma dor no coração aguda; O teu sorriso o meu sofrer não muda, O teu desdém somente me apunhala.
Devo adorar-te? Devo ser cativo? Hei de por ti morrer se não me não queres, Sacrificando o coração altivo?
Olha, senhora, o nosso amor não medra; Julguei-te um dia a deusa das mulheres, Porque não vi teu coração de pedra!

