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Franklin Cassiano da Silva

Olhos Verdes

Olhos verdes que me encantastes tanto, infiltrando em meu peito a luz de amores; derramai sobre mim o brilho santo, que possuis. Apagai as minhas dores!

Quando vos vejo belos, tentadores, fico contente e, como por encanto, evolam do meu peito os amargores e dos meus olhos seca o triste pranto!...

Senhora dona desses dois primores, faróis brilhantes que, nos meus horrores, livram-me sempre de cruéis abrolhos!...

Fitai-me ao menos uma vez ainda, matai, oh virgem, esta paixão infinda, deixai que eu ame vossos verdes olhos!...

Sobre este poema

Autor
Franklin Cassiano da Silva (1891-1940)
Livro
Citado no discurso de posse de Maria Cristina de Aguiar Campos, Revista da AML – Discursos Acadêmicos, v. 3, p. 128 (reproduzido na revista dos 95 anos da AML, 2016, p. 34)
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1940

Ortografia atualizada pela Academia Mato-Grossense de Letras. Livro de origem não informado pela fonte.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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