A Lua
Às vezes saio à noite, a contemplar Poetisa do exul – a nívea Lua, Tão frio e branco, no meu peito atua, O denso raio do seu meigo olhar ...
Concha leve de prata a desvendar A grandeza do céu, que a rir desnuda; Quanta pureza tem – é imagem tua, Na Candidez dos raios a brilhar!...
Recito versos meus à poetisa, - à Lua, que as tristezas ameniza, Branca ilusão do azul a rebrilhar...
Noiva de poeta – chamo-a em pensamento ... E ela vai pelo céu, mui lento, lento, A epopeia da noite a recitar!...

