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Franklin Cassiano da Silva

A Lua

Às vezes saio à noite, a contemplar Poetisa do exul – a nívea Lua, Tão frio e branco, no meu peito atua, O denso raio do seu meigo olhar ...

Concha leve de prata a desvendar A grandeza do céu, que a rir desnuda; Quanta pureza tem – é imagem tua, Na Candidez dos raios a brilhar!...

Recito versos meus à poetisa, - à Lua, que as tristezas ameniza, Branca ilusão do azul a rebrilhar...

Noiva de poeta – chamo-a em pensamento ... E ela vai pelo céu, mui lento, lento, A epopeia da noite a recitar!...

Sobre este poema

Autor
Franklin Cassiano da Silva (1891-1940)
Livro
Crisálidas, 1919
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1940

Ortografia atualizada pela Academia Mato-Grossense de Letras.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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