Garimpeiro das Rimas
Nos golfos, nos monchões, nas brutas grupiaras Dos ínvios charrascais misteriosos da vida, Garimpeiro viril rebusca, em dura lida, Esmeralda e rubim, topázio e gemas caras.
Ei-lo, audaz, a descer nos peraus onde Uiaras Lhe oferecem, cantando uma canção dorida, O seio palpitante, dolorosa guarida De gozos sensuais, de volúpias tão raras.
Depois, à flor da Ninfa, o mineiro aparece, Trazendo o rebo, e, então, a bateia balança No desejo de achar a pedra que apetece.
Poeta, como o audaz mergulhador, risonho, Cascalhos da Ilusão a lavar, com pujança Lindos versos trazeis dos Garimpos do Sonho.

