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Ulisses Cuiabano

Garimpeiro das Rimas

Nos golfos, nos monchões, nas brutas grupiaras Dos ínvios charrascais misteriosos da vida, Garimpeiro viril rebusca, em dura lida, Esmeralda e rubim, topázio e gemas caras.

Ei-lo, audaz, a descer nos peraus onde Uiaras Lhe oferecem, cantando uma canção dorida, O seio palpitante, dolorosa guarida De gozos sensuais, de volúpias tão raras.

Depois, à flor da Ninfa, o mineiro aparece, Trazendo o rebo, e, então, a bateia balança No desejo de achar a pedra que apetece.

Poeta, como o audaz mergulhador, risonho, Cascalhos da Ilusão a lavar, com pujança Lindos versos trazeis dos Garimpos do Sonho.

Sobre este poema

Autor
Ulisses Cuiabano (1891-1951)
Livro
Soneto dedicado a Rubens de Mendonça pela publicação de Cascalhos da Ilusão (1944); transcrito em História da literatura mato-grossense (ed. 2015, p. 132)
Narração
Em gravação, por estudantes do IFMT
Direitos
Domínio público: o autor morreu em 1951

Soneto dedicado a Rubens de Mendonça em 1944. A Academia Mato-Grossense de Letras publica o mesmo soneto com o título “Garimpo do meu Sonho”.

Projeto da professora Raimone Fagundes, IFMT Campus Cuiabá. Começou em 2018 com a turma 2BM de Agrimensura.

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