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Pedro de Medeiros

Nasceu em Corumbá, em 1891.
Morreu em Corumbá, em 1943.

Quem foi

Pedro Paulo de Medeiros Júnior nasceu em Corumbá em 1891, filho do coronel Pedro Paulo de Medeiros, ex-prefeito da cidade. Cursou só o primário, no Colégio Salesiano de Santa Teresa, mas se tornou jornalista. Escreveu no jornal A Cidade a partir de 1919, fundou o jornal Alma da Rua e colaborou na revista Folha da Serra, de Campo Grande, de 1931 a 1941. Era funcionário concursado do Ministério da Fazenda e trabalhou em Cuiabá, no Rio de Janeiro e, sobretudo, em Corumbá, onde morreu em 1943.

Considerado o maior poeta simbolista do antigo Mato Grosso, sofreu influência de Mário Pederneiras e retratou em versos tanto o Pantanal quanto a vida social e a pobreza de Corumbá. Escreveu também a peça Cidade Branca, nos anos 1930. Seu poema mais famoso, Lenda Bororo, sobre a origem mítica de Corumbá, foi leitura obrigatória nas escolas da cidade. Suas poesias e crônicas foram reunidas no livro póstumo Poesias-Crônicas-Comentários (1967), organizado pelo filho, Djalma de Medeiros.

Fontes: MELLO JÚNIOR, W.; ARF, L. M. G. A literatura como monumento: o cotidiano da fronteira na obra de Pedro de Medeiros. Raído, v. 14, n. 34, 2020; RODRIGUES, A. C. M. et al. Pedro de Medeiros: vida e obra de um poeta pantaneiro. Interfaces Científicas – Humanas e Sociais, v. 5, n. 1, 2016; Rubens de Mendonça, História da literatura mato-grossense (2015); Correio do Estado, 'Poetas de Corumbá celebram legado de Pedro de Medeiros e Lobivar de Matos'. Texto provisório, para a professora revisar.

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